Gil Cutrim com Cabeça a Premio no PDT!

COMPARTILHE !!!

O PDT convocou para quarta-feira (17) uma reunião em que serão discutidas possíveis punições aos parlamentares que desrespeitaram a orientação do partido e votaram a favor da reforma da Previdência, caso do deputado federal Gil Cutrim (PDT-MA).

Além dele, outros sete representantes da legenda na Câmara se posicionaram favoravelmente ao projeto, o que abriu uma crise interna e levantou a possibilidade de que sejam expulsos da sigla. Participarão do encontro representantes da Executiva Nacional e da Comissão de Ética do partido.

Um dos nomes que mais chamou atenção nessa votação foi da deputada Tabata Amaral (SP) que votou favorável a reforma e quebrou o silêncio sobre a polêmica e apelou por “mais democracia interna” nos partidos. Em artigo publicado na “Folha de S. Paulo”, a parlamentar escreveu que as siglas hoje representam apenas alguns nichos da sociedade e se movem por “estruturas antigas de comando”. Ela criticou que consensos sobre pautas complexas nem sempre sejam construídos “de baixo para cima” e denunciou “perseguição política” contra dissidentes.

“Muitas vezes, consensos sobre pautas complexas não são construídos de baixo para cima, e cartilhas antigas se sobrepõem aos estudos e evidências. Quando algum membro decide tomar uma decisão que considere responsável e fiel ao que acredita ser importante para o país, há perseguição política. Ofensas, ataques à honra e outras tentativas de ferir a imagem tomam o lugar do diálogo. Exatamente o que vivo agora”, destacou Tabata.

Antes da votação, ela publicou um vídeo nas redes sociais no qual justificava seu voto “por convicção”. Chamados de “traidores” pelo líder da legenda na Câmara, André Figueiredo, os parlamentares dissidentes viraram alvo de processo interno na Comissão de Ética do partido e podem ser expulsos por divergirem.

Não podemos ficar com gente que não vota com a orientação partidária. Por que é deputado se não segue a orientação partidária? — disse à ÉPOCA o presidente do PDT, Carlos Lupi, antes de pregar cautela no processo por saber que, em caso de expulsão, a legenda perde as cadeiras correspondentes no Congresso.

Comentários